As aulas do ProJovem Urbano começaram em setembro e mais de noventa mil jovens estão estudando; para coordenadores, alunos estão mais interessados.

03.11.2008

 

 

 

As aulas do ProJovem Urbano começaram em setembro em vinte e quatro municípios e no estado de Goiás e em torno de 90 mil jovens estão estudando. Em algumas cidades, tudo é novidade, em outras, os professores constatam que os alunos estão mais maduros e interessados.

Em Imperatriz (MA), um município que até então não havia implantado o ProJovem, as aulas começaram em 29 de setembro e os professores aproveitaram esse momento inicial para desenvolver um trabalho de acolhimento e explicar o funcionamento do programa aos alunos.

“Ressaltamos a importância da qualificação profissional e de que o curso não é garantia de emprego”, disse Herlania de Souza, coordenadora executiva do programa no município. “Mostramos que o programa não se resume ao auxílio financeiro e que é preciso esforço e estudo”, acrescenta ela.

Em Campo Grande (MS), Vera Lúcia, coordenadora pedagógica, diz ter observado que os alunos estão mais responsáveis e atribui isso à ampliação da faixa etária atendida pelo programa - até os 29 anos. “Percebemos que eles estão mais participativos, interessados, querem saber o conteúdo e procuram os professores”, comenta.

            Para ela, um ponto positivo do programa são as aulas de informática que funcionam como um ‘atrativo’ do curso. “Eles são muito curiosos com as possibilidades dos computadores e internet. Esta semana, chegaram os cartões bancários e eles estão animados”, revela.

Rita Araújo, coordenadora executiva de Guarulhos (SP), também trabalhava no ProJovem original e constata uma mudança no perfil dos jovens, para ela, eles estão mais maduros. “O ProJovem Urbano está diferente. Percebo que os alunos estão mais preocupados com o aprendizado e sabem que a falta da escolaridade limita as possibilidades”, aponta. “Os que têm mais idade são os mais dedicados e até justificam as faltas”, observa.

            Em Salvador (BA), Antônio Mello, coordenador pedagógico de Salvador (BA), diz que a procura pelo curso foi além da expectativa e que vários jovens ligam querendo matricular-se. “A expectativa foi superada. Como a maior parte dos alunos parou de estudar há muito tempo, eles valorizam muito essa oportunidade”, afirma.

 

 Fonte:

http://www.projovem.gov.br/2008/interna.php?p=material&tipo=Noticias&cod=510