Enem poderá ter até quatro edições por ano, diz presidente do Inep

23/05/2011, Portal G1

 

Banco de itens vai poder permitir comparar resultados de cada edição. Malvina Tuttman diz que intenção é que Enem substitua os vestibulares

 

Em entrevista ao G1 na manhã desta segunda-feira (23), a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação, Malvina Tuttman, reiterou a intenção de aplicar a prova mais de uma vez por ano, chegando até a quatro edições. Em 2012, o Enem terá pela primeira vez duas edições, uma nos dias 28 e 29 de abril e a outra no segundo semestre em data a ser definida.

Segundo Malvina, a realização viria ao encontro das necessidades dos candidatos e das instituições de ensino que usam o Enem como subsídio. "Existem universidades que têm mais  de um processo seletivo por ano. Assim, o estudante não precisa esperar um ano inteiro para se qualificar para elas.", afirmou. Malvina ainda lembrou dos estudantes provenientes da Educação de jovens e adultos (EJA), que fazem supletivo e precisam do exame para se certificar e, assim, atuar no mercado de trabalho. "Eles também poderão se certificar tão logo estejam preparados", explica. Para a multiplicação dos exames, a presidente se baseia na possibilidade de comparar os resultados entre uma prova e outra e num banco nacional de itens, que começa a ganhar a colaboração das universidades federais. "Com a teoria da resposta ao item, as provas podem ter seus resultados comparados. Então, se um estudante foi bem em uma determinada edição, no ano passado, por exemplo, não precisa fazer o exame novamente este ano, é só apresentar o anterior", defende. De acordo com a presidente do Inep, a intenção é de que o Enem evolua até se credenciar para substituir, de vez, o vestibular. "O Enem foi criado em 1998 para medir o desempenho dos alunos do ensino médio. E continua sendo aplicado com essa intenção. Mas os resultados podem, cada vez mais, ser usados para a seleção de candidatos em instituições de ensino superior", afirma Malvina.

 

Tiago Falqueiro do G1, em Brasília